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domingo, 25 de novembro de 2012

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Hoje vou detalhar mais sobre como a sensação de "não ser bom o suficiente" é criada dentro de nós. 

No caso da cliente em questão, vamos chamá-la de Adriana (nome fictício). Esse sentimento foi gerado a partir da relação com a mãe na infância, que nunca ficava satisfeita com nada que a filha fazia. Sempre que Adriana executava alguma tarefa em casa, fosse limpar, arrumar ou cozinhar, sua mãe acriticava dizendo que não estava bem feito e que ela não sabia fazer nada direito, e refazia a tarefa. Por mais que tentasse o seu melhor, a reação da mãe era sempre negativa. Nunca recebia elogios e incentivos. 

Com isso Adriana foi desenvolvendo problemas em sua autoestima, dificuldades de confiar em si mesma e nos outros, e uma sensação de não ser boa o suficiente. Quando internalizamos esses sentimentos na infância e eles não são curados, vamos projetar essa insegurança ao longo da adolescência e vida adulta trazendo problemas nos relacionamentos, vida pessoal e profissional. Foi o que ocorreu com Adriana. 

A sensação de não ser bom o suficiente normalmente surgirá na infância. A criança tem necessidade de receber amor, aprovação através de incentivo e elogios para desenvolver sua autoestima e amor próprio. Entretanto, na maioria das relações entre pais e filhos o incentivo e elogio são escassos. E para piorar o quadro, há bastante crítica, de forma direta ou indireta que leva a criança a baixar sua autoestima. 

Vou listar alguns tipos de situação que costumam gerar problemas no desenvolvimento emocional dos filhos: 

Cobrança excessivas - Pais muito cobradores dificilmente demonstram satisfação. Frequentemente demonstram estar decepcionados, irritados, frustrados com o que ele consideram falhas e erros dos filhos. Os filhos tentam agradar muitas vezes, mas raramente conseguem. O que os pais desejam com a as cobranças é incentivar o filho a melhorar. A intenção é boa. Mas, a mensagem que os pais passam, inconscientemente, é: você não é bom o suficiente. A criança se sente culpada e responsável pela eterna insatisfação dos pais. 

Comparações negativas - Isso ocorre quando dizem para a criança coisas do tipo: "você deveria ser igual ao seu irmão que é estudioso, educado, obediente...". O objetivo dos pais é incentivar, mas a mensagem que a criança recebe é: "meu irmão é melhor do que eu, tento e não consigo ser igual; não sou bom o suficiente; para ser amado e reconhecido pelos meus pais tenho que ser igual ao meu irmão". 

Elogios às pessoas de fora: Em algumas famílias, existe o hábito de encontrar qualidades nas pessoas de fora, nos filhos dos outros, e falar diante das crianças em casa. É uma comparação negativa velada. Assim, os pais tentam incentivar os filhos a melhorar e ser igual a outras crianças que consideram como exemplos. Mas o que esse hábito, aliado ainda a falta de elogio e incentivo em casa, gera na criança é a seguinte sensação: "todos são melhores do que eu; meus pais ficam satisfeitos com os outros, mas não comigo; não consigo agradá-los; não sou bom o suficiente...". 

Críticas e repreensões - Dar limites e ensinar a criança é bem diferente de criticar e repreender. Críticas e repreensões vêm normalmente carregadas de raiva, irritação e julgamentos que passam para a criança a mensagem de que elas não são dignas de receber amor, e que tem algo de errado com elas. Quanto mais baixa a autoestima dos pais, mais insatisfeitos eles são consigo mesmos e maior será a tendência em projetar essa insatisfação nos filhos, em forma de críticas e repreensões carregadas de emoções negativas. 

A habilidade de educar com amor e respeito a criança, e ao mesmo tempo firmeza e dose certa nos limites, está diretamente ligada ao nível de autoestima dos pais. Essa autoestima dos pais, por sua vez, está diretamente ligada à maneira como foram criados pelos seus pais. Nossa autoestima costuma ser bem parecida com a dos nossos pais etendemos, de modo inconsciente, a repetir o mesmo padrão de criar os filhos. 

Observe que a intenção dos pais é sempre a de incentivar a criança a ser uma pessoa melhor, mas acabam provocando sérios problemas de autoestima. Até mesmo aquele pai severo que bate no filho, faz isso por achar que é o melhor caminho, que e a única forma que funciona, e por não conhecer na prática nada diferente que realmente dê resultados. Normalmente o que esse pais pensam é: "fui criado dessa forma e hoje sou uma pessoa decente; filhos que não são criados assim, perdem o respeito e não crescem na vida; se eu não criticar, bater e repreender estarei incentivando meu filho a ser tudo que não presta; esse é o problema dos jovens de hoje..." 

Crianças e jovens que não respeitam ninguém, certamente não receberam limites de forma adequada pelo pais. Mas é plenamente possível educar de modo firme e com amor, sem precisar de violência (seja física ou emocional) para ter uma criança ou jovem bem equilibrado. Entretanto, conforme já dito anteriormente, normalmente somente pais com boa autoestima (e bem informados) conseguirão agir da melhor forma. Explicar esse tema em detalhes levaria algumas páginas. 

As emoções e impressões negativas das experiências que a criança passa vão se acumulando, dando origem à sensação de não ser boa o suficiente, além de vários outros pensamentos e sentimentos parecidos: "não sou competente; tudo que faço dá errado; não sou digno de receber amor; tem algo de errado dentro de mim; ninguém vai me amar (se nem meus pais me amaram...); tenho que agradar as pessoas; não consigo agradar ninguém etc.. E todos esses sentimentos, por sua vez, vão gerar diversos problemas na vida profissional e nos relacionamentos. 

André Lima - EFT
extraído do blog passarinho no telhado

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