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Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brazil
Sou metalúrgico aposentado,chaveiro autônomo, gosto de ler e escrever poesias. Visualizar meu perfil completo

quinta-feira, 30 de julho de 2015

SOBRE A GLOBO DO "PLIN-PLIN"

A Rede Globo é especialista em produzir novelas. Vender fantasias é o seu Forte. Novelas é seu produto de maior audiência. Por isso, a Rede leva ao ar a novela das 14 horas, das 15,  das 16, das 17, das 18, das 19, das 21... E ultimamente a Globo arrumou uma novela que lhe dá audiência  também nos noticiários pela manhã, meio dia, à noite e até no noticiário corujão, trata-se da “Operação Lava jato”  Até mesmo os noveleiros de Plantão já estão ficando enjoados. Percebendo isso a “Globo” já está fazendo comercial dela mesma, dizendo que só faz o melhor para os pobres consumidores dos seus produtos deturpadores da verdade. “Globo” vai enganar aos trouxas, a mim não.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Como pensa a elite

Como pensa a elite brasileira
A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.
A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.
Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós.
Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.
Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.
A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público – para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.
A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.
Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.
Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.
O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.
A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.
Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.
A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.
Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.
A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.
Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com a coisa e reclama que “ninguém” vai para a cadeia. “Ninguém” é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.
A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.
A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.
Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.
A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.
Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é “responsabilidade fiscal”.
Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer “contabilidade criativa”. Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de “Desvinculação das Receitas da União” - inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.
A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.
A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas achaque rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.
A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado “O Capital no Século 21”. Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade.
A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.
A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.
Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.
Antonio Lassance é cientista político IPEA

terça-feira, 14 de julho de 2015

A RELIGIÃO SEMPRE FOI USADA PARA CONQUISTAR E DOMINAR UMA NAÇÃO PRETENDIDA PELAS POTÊNCIAS IMPERIALISTAS

Por: Marcelo Gonzatto
23/02/2015 - 04h50min
Bancada evangélica ganha força inédita no Congresso Wenderson Araujo/AFP
Eduardo Cunha é um dos principais defensores das bandeiras evangélicasFoto: Wenderson Araujo / AFP
Formada por bispos, pastores e parlamentares leigos alinhados a dogmas religiosos, a bancada evangélica no Congresso demonstra força inédita na atual legislatura.
A ala de deputados e senadores que unem política e religião elegeu um número recorde de 78 representantes, conquistou a presidência da Câmara pela primeira vez e busca outros postos-chave em Brasília a fim de ampliar seu nível de influência. Entre as prioridades do grupo estão a limitação a reivindicações do movimento gay e o combate à flexibilização das leis sobre drogas e aborto.
Os 75 deputados evangélicos identificados pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), aos quais se unem três senadores, superam bancadas importantes da Câmara como a sindical ou a feminina, com 51 integrantes cada uma. Mas, para deixar o parlamento à sua imagem e semelhança, os religiosos também miram em postos-chave no Congresso.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O que muita gente já sabia

Edição do dia 08/07/2015
08/07/2015 21h09 - Atualizado em 08/07/2015 21h22

Brasil recebe novos documentos sobre relação dos EUA com a ditadura

Documentos tornados públicos estavam no arquivo nacional dos EUA. Entre eles, um memorando sobre o desaparecimento de Rubens Paiva.

O governo americano entregou ao Brasil centenas de documentos inéditos sobre a relação dosEstados Unidos com a ditadura militar brasileira.
Entre os documentos, um memorando sobre o desaparecimento de Rubens Paiva durante a Ditadura Militar. Em 1964, o então deputado federal teve o mandato cassado. Em janeiro de 1971, Rubens Paiva foi preso em casa no Rio de Janeiro e levado para instalações do Exército.  A morte dele só foi confirmada, no Brasil, em 2012.

Mas nos Estados Unidos a confirmação chegou muito antes, em fevereiro de 1971, logo após a prisão de Rubens Paiva. O documento foi feito por um diplomata da embaixada americana no Brasil, que escreveu quando os fatos se tornassem públicos seria difícil esconde-los debaixo do tapete.
Os 538 documentos tornados públicos nesta quarta-feira (8) estavam no arquivo nacional norte americano. São telegramas, memorandos, relatórios do departamento de estado, embaixadas e consulados no Brasil.
“O que nós temos aqui são informações muito substantivas que os órgãos de estado, da segurança americana, tinham sobre o aparelho repressivo da Ditadura Militar no Brasil. Eles sabiam das torturas, de quem tinha sido morto, de quem estava desaparecido, quase que em tempo real e no entanto nem essas famílias souberam, nem o Brasil soube, durante todo esse período. Só agora estamos tendo acesso a essas informações”, disse o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
O militante político Stuart Edgar Angel Jones, que tinha cidadania americana, sumiu em junho de 1971. Em agosto, a polícia do Rio de Janeiro informou à embaixada norte americana sobre a prisão de alguém com um nome muito parecido, Stuart Edgar Angel Gomes.
Segundo a Comissão Nacional da Verdade, Stuart foi torturado e assassinado no mesmo ano. A mãe dele, a estilista Zuzu Angel, morreu sem saber o paradeiro do filho. Os Estados Unidos tinham o dossiê e sabiam da prisão dele.  
Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens Paiva, disse que os documentos são importantes para a história do Brasil.
A irmã de Stuart Angel, Hildegard Angel, disse que a troca de sobrenomes foi proposital para confundir as autoridades americanas, que, segundo ela, pediam informações sobre Stuart