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Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brazil
Sou metalúrgico aposentado,chaveiro autônomo, gosto de ler e escrever poesias. Visualizar meu perfil completo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sempre é bom lembrar de novo



POR UMA CIDADE MELHOR / 1


A rua é pública,
Ela pertence a mim,
Ela pertence a você.
A rua é nosso caminho,
Cuidemos dela com carinho.
A rua pode estar bem cuidada,
Ou maltratada,
Estar cheia de lixo,
Feia, esburacada, desajeitada.
As ruas são como as veias de uma cidade,
Carregam o sangue de sua gente.
De gente limpa gente sadia.
De gente suja gente doente.


Cidade limpa é cidade civilizada.

Se não sujar
Nem precisa limpar.
Limpeza não é só questão de beleza,
É acima de tudo, uma questão de saúde.
O que só depende de nossas atitudes.
Ratos, moscas, baratas
Não gostam de limpeza
E levam sujeiras das ruas pra sua mesa.

A responsabilidade é minha.
A responsabilidade é sua.
Cada um tem a cidade que merece
E a cidade que sempre quis,
Vamos cuidar de nossa cidade
E viver mais feliz...

Por Egídio T. Correia.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A PALESTRA.

   Conta-se que um famoso palestrante foi convidado para falar sobre um tema muito importante para uma certa comunidade. Então, em seu gabinete de trabalho estava ele, formulando a maneira mais eloquente de passar e comprovar a  sua tese sobre o assunto. Quando de repente escutou  barulho de pneus freados vindo da rua e invadindo o seu jardim. Gritos de pessoas assustadas e uma criança chorando. o palestrante levantou-se e foi ver o que estava acontecendo. deparou-se com o seu filho, de seis anos de idade, assustado nos braços de uma pessoa e um carro  que tinha invadido o seu jardim destruindo suas flores mais preciosas, dentro dele um motorista trêmulo e igualmente assustado. Indignado o palestrante partiu para cima do motorista para esbofeteá-lo quando alguém o segurou dizendo-lhe  - Não faça isso, antes agradeça a esse motorista que foi muito hábil desviando o carro para o seu jardim,  mas, evitando de atropelar o seu filho que correu para a rua inesperadamente atrás de uma bola. Serenado os ânimos e tudo esclarecido o palestrante voltou para o seu gabinete afim de terminar o que estava escrevendo. O tema da sua palestra era A CALMA.           
como  diz a sabedoria popular "fácil é falar, difícil é fazer"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Folhas do passado


A JANELA, ELA E EU / 10

Nas folhas do meu passado
Encontrei o beijo adoçado
Que um dia Emília me deu.
Ah que susto!
Minha mãe apareceu.
Ficamos desconfiados
Minha mãe teria notado
Quando o beijo aconteceu?
A janela, entre ela e eu,
Um de nós de cada lado,
E aquele beijo adoçado
Simplesmente aconteceu.

Foi um namorico apressado
Pouco durou o coitado.
Nas folhas encontro, guardado.
Em forma de verso anotado,
Aquele beijo adoçado
Que um dia Emília me deu.

Foi assim:
Um impulso descontrolado
Um desejo de cada lado
A janela; entre ela e eu,
Aquele beijo adoçado
Simplesmente aconteceu.
Foi-se o tempo,
Hoje tão longe,
Um de nós pra cada lado
É a distancia, entre ela e eu.
Mas, na folha está anotado.
Em forma de verso guardado
Aquele beijo adoçado
Que um dia Emília me deu.

                                                      Egídio Timóteo Correia

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mensagem para um aniversariante qualquer


" Há homens que lutam um dia e são bons,
Há outros que lutam muitos dias e são melhores.
Há homens que lutam anos e são excelentes.
Mas...
Há os que lutam toda a vida,
E estes são imprescindíveis.
(Brecht)

Um grande abraço e feliz aniversário.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

VENHA (poesia) por Egídio T. Correia


Venha
Se aposse de mim.
Plante os seus sonhos
Nos canteiros do meu jardim.

Venha
Ultrapasse essa ponte,
Observe a água, observe o monte,
Nade e mate a sede na minha fonte.   

Venha
Se apodere dos meus pecados.
Conte os seus segredos,
Os seus dilemas e os seus medos.

Venha
Pode vir sem demora.
Venha mas quando quiser vá embora.
Volte quando achar que for hora.

Afinal, nas minhas páginas,
Às vezes claras, às vezes escuras,
Cabem risos, alegrias e  amarguras.

Mas venha
Aproveite esse entretenimento.
Divida comigo seu ser
E quem sabe? Aqui você encontre abrigo.
Prometo que estarei atento
E, dividirei contigo, os meus mais caros sentimentos.

domingo, 25 de novembro de 2012

Mensagens de outros blogs


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5CKmxgDywcCeKhvT3VZyi_94eAM3S2D9DIff43YDrpGxYOHB4OB0hfl92nU5kjHApWspmM_QIRvFMddtYYwm5JMcNF64S3XCoulQ0gDp1dOY7rCHJX5-AEcHtkQTBcsCEIqQNDGXI/s320/gfgdf.jpg
Hoje vou detalhar mais sobre como a sensação de "não ser bom o suficiente" é criada dentro de nós. 

No caso da cliente em questão, vamos chamá-la de Adriana (nome fictício). Esse sentimento foi gerado a partir da relação com a mãe na infância, que nunca ficava satisfeita com nada que a filha fazia. Sempre que Adriana executava alguma tarefa em casa, fosse limpar, arrumar ou cozinhar, sua mãe acriticava dizendo que não estava bem feito e que ela não sabia fazer nada direito, e refazia a tarefa. Por mais que tentasse o seu melhor, a reação da mãe era sempre negativa. Nunca recebia elogios e incentivos. 

Com isso Adriana foi desenvolvendo problemas em sua autoestima, dificuldades de confiar em si mesma e nos outros, e uma sensação de não ser boa o suficiente. Quando internalizamos esses sentimentos na infância e eles não são curados, vamos projetar essa insegurança ao longo da adolescência e vida adulta trazendo problemas nos relacionamentos, vida pessoal e profissional. Foi o que ocorreu com Adriana. 

A sensação de não ser bom o suficiente normalmente surgirá na infância. A criança tem necessidade de receber amor, aprovação através de incentivo e elogios para desenvolver sua autoestima e amor próprio. Entretanto, na maioria das relações entre pais e filhos o incentivo e elogio são escassos. E para piorar o quadro, há bastante crítica, de forma direta ou indireta que leva a criança a baixar sua autoestima. 

Vou listar alguns tipos de situação que costumam gerar problemas no desenvolvimento emocional dos filhos: 

Cobrança excessivas - Pais muito cobradores dificilmente demonstram satisfação. Frequentemente demonstram estar decepcionados, irritados, frustrados com o que ele consideram falhas e erros dos filhos. Os filhos tentam agradar muitas vezes, mas raramente conseguem. O que os pais desejam com a as cobranças é incentivar o filho a melhorar. A intenção é boa. Mas, a mensagem que os pais passam, inconscientemente, é: você não é bom o suficiente. A criança se sente culpada e responsável pela eterna insatisfação dos pais. 

Comparações negativas - Isso ocorre quando dizem para a criança coisas do tipo: "você deveria ser igual ao seu irmão que é estudioso, educado, obediente...". O objetivo dos pais é incentivar, mas a mensagem que a criança recebe é: "meu irmão é melhor do que eu, tento e não consigo ser igual; não sou bom o suficiente; para ser amado e reconhecido pelos meus pais tenho que ser igual ao meu irmão". 

Elogios às pessoas de fora: Em algumas famílias, existe o hábito de encontrar qualidades nas pessoas de fora, nos filhos dos outros, e falar diante das crianças em casa. É uma comparação negativa velada. Assim, os pais tentam incentivar os filhos a melhorar e ser igual a outras crianças que consideram como exemplos. Mas o que esse hábito, aliado ainda a falta de elogio e incentivo em casa, gera na criança é a seguinte sensação: "todos são melhores do que eu; meus pais ficam satisfeitos com os outros, mas não comigo; não consigo agradá-los; não sou bom o suficiente...". 

Críticas e repreensões - Dar limites e ensinar a criança é bem diferente de criticar e repreender. Críticas e repreensões vêm normalmente carregadas de raiva, irritação e julgamentos que passam para a criança a mensagem de que elas não são dignas de receber amor, e que tem algo de errado com elas. Quanto mais baixa a autoestima dos pais, mais insatisfeitos eles são consigo mesmos e maior será a tendência em projetar essa insatisfação nos filhos, em forma de críticas e repreensões carregadas de emoções negativas. 

A habilidade de educar com amor e respeito a criança, e ao mesmo tempo firmeza e dose certa nos limites, está diretamente ligada ao nível de autoestima dos pais. Essa autoestima dos pais, por sua vez, está diretamente ligada à maneira como foram criados pelos seus pais. Nossa autoestima costuma ser bem parecida com a dos nossos pais etendemos, de modo inconsciente, a repetir o mesmo padrão de criar os filhos. 

Observe que a intenção dos pais é sempre a de incentivar a criança a ser uma pessoa melhor, mas acabam provocando sérios problemas de autoestima. Até mesmo aquele pai severo que bate no filho, faz isso por achar que é o melhor caminho, que e a única forma que funciona, e por não conhecer na prática nada diferente que realmente dê resultados. Normalmente o que esse pais pensam é: "fui criado dessa forma e hoje sou uma pessoa decente; filhos que não são criados assim, perdem o respeito e não crescem na vida; se eu não criticar, bater e repreender estarei incentivando meu filho a ser tudo que não presta; esse é o problema dos jovens de hoje..." 

Crianças e jovens que não respeitam ninguém, certamente não receberam limites de forma adequada pelo pais. Mas é plenamente possível educar de modo firme e com amor, sem precisar de violência (seja física ou emocional) para ter uma criança ou jovem bem equilibrado. Entretanto, conforme já dito anteriormente, normalmente somente pais com boa autoestima (e bem informados) conseguirão agir da melhor forma. Explicar esse tema em detalhes levaria algumas páginas. 

As emoções e impressões negativas das experiências que a criança passa vão se acumulando, dando origem à sensação de não ser boa o suficiente, além de vários outros pensamentos e sentimentos parecidos: "não sou competente; tudo que faço dá errado; não sou digno de receber amor; tem algo de errado dentro de mim; ninguém vai me amar (se nem meus pais me amaram...); tenho que agradar as pessoas; não consigo agradar ninguém etc.. E todos esses sentimentos, por sua vez, vão gerar diversos problemas na vida profissional e nos relacionamentos. 

André Lima - EFT
extraído do blog passarinho no telhado

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

POESIA - por Egídio T. Correia.

Olha eu por aqui
Procurando sorrir
Sem esquecer de chorar.
procurando sentir 
Nova brisa no olhar.
Quero ter meu por vir
sem esquecer de voltar.
Vou no fundo da alma
Ou profundeza do mar.
Vôo no tapete dos sonhos,
Esculpir nas estrelas
Uma imagem eterna
Para sempre lembrar.

Quem sabe um dia,
Nosso sol vai brilhar?