Quem sou eu
- Egídio Poeta
- Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brazil
- Sou metalúrgico aposentado,chaveiro autônomo, gosto de ler e escrever poesias. Visualizar meu perfil completo
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Curta as curtas/70
Curtas
palavras
Quando
a voz encurta
Só
a emoção é que sai.
Quando
o coração só escuta
Palavras
veem mais não vai.
O
que dizer?
Quando
o amor chegou,
O
coração se perdeu
E
já não sabe o que faz?
domingo, 2 de agosto de 2015
QUANDO
EU ESCREVO
Sobre
os poetas eu já ouvi certos comentários,
Alguns
deles - não muito agradáveis.
Preocupado,
fui ao dicionário e lá encontrei:
Poeta
é aquele que gosta de se comunicar e escrever em versos;
São
idealistas, sonhadores, e até devaneiam quando escrevem.
Aí
eu me lembrei de John Lennon, quando fez a música Imagine.
Lennon
propôs: “Imagine o mundo sem fronteiras, sem divisões políticas ou religiosas.
Sem
preconceitos de raças, de casta ou de cor, sem guerras.
Sem
nenhum motivo para matar ou morrer – E, todas as pessoas vivendo a vida em paz.
Você
pode pensar que eu sou um sonhador, mas com certeza eu não sou o único”.
Acho
que ele, Lennon, se referia aos poetas.
Já
Fernando Pessoa, disse que o poeta é um fingidor,
Que
até finge sentir, a dor que não sente.
Para
mim, um poeta deve ser considerado como um interprete de sentimentos,
Talvez
- um jornalista da alma.
Mas
para não polemizar nem contradizer aos que acham que os poetas são sonhadores
Ou
até loucos, eu escrevi:
Realmente,
quando eu escrevo,
Eu
me perco e saio dos caminhos da lucidez,
Fantasio
crio asas e voo, voo, voo...
Por
espaços, céus, que nunca voei.
Quando
eu escrevo,
Ouço
sons de harpas, lira, violino e instrumentos,
Que
nunca dedilhei.
Quando
eu escrevo,
Encontro
- me com a musa inspiradora, irmã de Apolo,
Afrodite,
deusa do amor, Minerva, deusa da sabedoria,
E
muitos, muitos outros querubins.
Quando
eu escrevo,
Os
meus versos são como baldes de ouro,
Adornados
de pedras preciosas,
Com
muitas esmeraldas, safiras e rubis.
Quando
eu escrevo,
Sou
um explorador do imponderável,
E
como borboleta grandiosa sobrevoo,
Montanhas,
cumes, picos e mil jardins.
Se
isso é loucura, meninice, sandice, eu não sei.
Não
sei se se são apenas sonhos, delírios, devaneio ou coisas assim.
Como
não vou a divãs de analistas freudianos, continuo escrevendo sem saber,
Se
isso é bom ou se é ruim.
Por
enquanto, longe de manicômio, sanatório,
Psiquiatras,
psicólogos, enfim;
Quando
eu escrevo, meu universo são meus versos.
Portanto,
todas as estrelas do infinito,
Cabem
aqui, dentro de mim.
Egídio
Timóteo Correia.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
SOBRE A GLOBO DO "PLIN-PLIN"
A Rede Globo é especialista em
produzir novelas. Vender fantasias é o seu Forte. Novelas é seu produto de
maior audiência. Por isso, a Rede leva ao ar a novela das 14 horas, das 15, das 16, das 17, das 18, das 19, das 21... E
ultimamente a Globo arrumou uma novela que lhe dá audiência também nos noticiários pela manhã, meio dia, à
noite e até no noticiário corujão, trata-se da “Operação Lava jato” Até mesmo os noveleiros de Plantão já estão
ficando enjoados. Percebendo isso a “Globo” já está fazendo comercial dela
mesma, dizendo que só faz o melhor para os pobres consumidores dos seus
produtos deturpadores da verdade. “Globo” vai enganar aos trouxas, a mim não.
terça-feira, 28 de julho de 2015
Como pensa a elite
Como pensa a elite brasileira
A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.
A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.
Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós.
Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.
Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.
A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público – para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.
A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.
Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.
Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.
O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.
A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.
Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.
A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.
Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.
A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.
Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com a coisa e reclama que “ninguém” vai para a cadeia. “Ninguém” é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.
A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.
A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.
Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.
A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.
Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é “responsabilidade fiscal”.
Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer “contabilidade criativa”. Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de “Desvinculação das Receitas da União” - inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.
A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.
A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas achaque rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.
A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado “O Capital no Século 21”. Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade.
A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.
A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.
Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.
Antonio Lassance é cientista político IPEA
A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.
A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.
Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós.
Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.
Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.
A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público – para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.
A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.
Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.
Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.
O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.
A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.
Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.
A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.
Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.
A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.
Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com a coisa e reclama que “ninguém” vai para a cadeia. “Ninguém” é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.
A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.
A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.
Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.
A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.
Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é “responsabilidade fiscal”.
Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer “contabilidade criativa”. Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de “Desvinculação das Receitas da União” - inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.
A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.
A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas achaque rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.
A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado “O Capital no Século 21”. Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade.
A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.
A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.
Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.
Antonio Lassance é cientista político IPEA
segunda-feira, 20 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
A RELIGIÃO SEMPRE FOI USADA PARA CONQUISTAR E DOMINAR UMA NAÇÃO PRETENDIDA PELAS POTÊNCIAS IMPERIALISTAS
Eduardo Cunha é um dos principais defensores das bandeiras evangélicasFoto: Wenderson Araujo / AFP
Formada por bispos, pastores e parlamentares leigos alinhados a dogmas religiosos, a bancada evangélica no Congresso demonstra força inédita na atual legislatura.
A ala de deputados e senadores que unem política e religião elegeu um número recorde de 78 representantes, conquistou a presidência da Câmara pela primeira vez e busca outros postos-chave em Brasília a fim de ampliar seu nível de influência. Entre as prioridades do grupo estão a limitação a reivindicações do movimento gay e o combate à flexibilização das leis sobre drogas e aborto.
Os 75 deputados evangélicos identificados pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), aos quais se unem três senadores, superam bancadas importantes da Câmara como a sindical ou a feminina, com 51 integrantes cada uma. Mas, para deixar o parlamento à sua imagem e semelhança, os religiosos também miram em postos-chave no Congresso.
Assinar:
Postagens (Atom)
