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Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brazil
Sou metalúrgico aposentado,chaveiro autônomo, gosto de ler e escrever poesias. Visualizar meu perfil completo

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Hipocrisia - NÃO!


Não nasci pra ser um Hitler
Nem pra ser um Jesus Cristo.
Nasci para ser eu mesmo
E de ser eu não desisto.
Mas vivo me construindo
Porque penso e existo. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

As faces



Quem quiser me entender
Há de ter boa vontade
Os “nãos’ que a vida me deu
Fez em mim minhas verdades
Pra ser velho como estou
Caminhei da mocidade.

Meus caminhos maus – traçados
As durezas dessa vida
Me trouxe alguns encontros
Outras tantas despedidas.
Aprendi a suportar dores
E curar minhas feridas.

Meus problemas, minhas lágrimas,
Não divido com ninguém
São coisas que me pertencem
Com elas convivo bem.
Não sou vítima sou aluno
Das lições que a vida tem.

Às vezes pareço rude
Esse é meu lado grosseiro
Como rosas tenho espinhos
Tenho pétalas, tenho cheiro.
Às vezes pareço frágil
Não se engane, sou guerreiro. 

Como rocha me defendo
Sou duro de ser quebrado
Com doçura me desmancho
Sou gentil e delicado
Conforme a procura me encontram
Em qualquer um dos dois lados.

Egídio Timóteo Correia.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


                    MEUS VERSOS VERSUS GRAMÁTICA .

Levo jeito para escrever
Não, para memorizar,
Por isso apanho da Língua
Quando vou escrevinhar.

Nossa língua vem do latim
E do grego, pra complicar.
Dialetos africanos e indígenas
Somam-se no linguajar.

O “C” “SS” “Ç”
Iguais no pronunciar
Fazem confusão como os quintos
Se precisamos grafar.

O “H” é outro tonto,
Que a gente tem que usar.
Mesmo quando nada muda
Se o tirássemos de lá.

Hidrelétrica, hora, homem, honesto;
Tem o mesmo som sem “H”.
Esquecê-lo? É ignorância!
No começo dessas palavras,
Temos que o colocar.

“CH” e “X”
Merecem muita atenção.
Chuchu e xícara,
Chato, xarope, chaveiro, chorão.
No exame “X” é um “Z”
Veja só a confusão.

“S” e “Z” outra encrenca
Que deixa um aloucado
Tem horas que “S” e “Z”
 Precisa muito cuidado.
 Se não, um se confunde com outro
Muda o significado.

J” e “G”, ai meu Deus!
Ajude-me! Preciso lembrar,
Que tigela não é canjica.
Aquela com “J” se come;
A outra com “G”
Só serve pra cozinhar.

Eu juro que não me entendo
Com certas regras da nossa escrita.
Criar pensamentos é fácil.
Mas essa norma erudita
Faz-me cometer cada erro
Que nem Deus do céu acredita.


“Só memória de elefante”
Como se diz no ditado
Pode lembrar tantas regras
E nunca escrever errado.
Não, um velho como eu.
Já ficando esclerosado.

Egídio Timóteo Correia

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cordel do contraditório/1 por Egídio T. Correia.




CORDEL DO CONTRADITÓRIO/1

Cada terra tem seu Deus
Cada Deus a sua lei
A escolha desse  Deus
Só depende do freguês
E essas leis só variam
Porque o homem é quem  fez.

Tem  religião doutrinando
Sobre reencarnação
Já tem outras que acreditam
Só na ressuscitação
Tem quem diga que existem santos
Já outros dizem que não.

A bigamia é pecado
No ensinamento cristão
Tem homens que possuem arem
É o caso do sultão
Há culturas diferentes
Para cada região.

Certo e errado é uma coisa
Que cabe examinar
E tudo depende muito
Do lado que se estar
O que é certo pra um
Outro pode contestar.

O mocinho e o bandido
O herói e o vilão
Estão numa mesma história
Só depende da visão
Que cada um interpreta
Conforme a situação.

Palmeirenses e corintianos
Cada um se acha o melhor.
A intolerância entre os dois
Anda de mal a pior
Com brigas pancadas e mortes
enfeando o futebol

O juiz é outro traste
Difícil de entender
Proíbe faltas de um
Que o outro  pode fazer
Usa pesos e medidas
Conforme seu bel prazer.


 A Lei da selva é a vida
 Cada um defende a sua
Vida se alimenta de vida
Essa é a verdade crua
A justiça da natureza
Não exclui  nem compactua.

 O homem se julga civilizado
E tem outra realidade
Também é um animal
Mas quando  vive na cidade
Compete pelo dinheiro
Poder, fama e vaidade.

Não mata só pela fome
Tem inveja,  ciúmes e preconceito
Fala sempre num Deus justo
Piedoso, sábio e perfeito
Mas não pratica o que diz
É cruel, injusto, imperfeito.

No cordel contraditório
Que acabo de fazer
Sei que alguns vão concordar
Outros vão se aborrecer
Vão dizer que  esse poeta
Só faz versos que não presta
Sem cultura e sem saber.

Contudo vou escrevendo
Só por pura diversão
Colhendo lições da vida
Conforme a minha visão
Estando certo ou errado
Sendo ou não criticado
Ouço a voz do coração.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013